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TV Blet: Resumo - Maquiavel

Resumo - Maquiavel


Capítulo II - Dos principados hereditários
Controlar o poder é mais fácil, pois a família do príncipe já estava lá antes, ocupando o poder. E mesmo que seja conquistado, facilmente voltará ao poder com o apoio da população.
Capítulo III – Dos principados Mistos
Quando um príncipe conquista um novo território, para mantê-lo é necessário habilidade, inclusive a conservação de impostos e costumes para sociedade "se manter" na mesma linha anterior, não percebendo assim tantas mudanças, é necessário também manter a vigilância nessa sociedade.
Capítulo V – Da maneira de conservar cidades ou principados que antes da ocupação, se regiam por leis próprias
Existem três formas de se conservar cidades depois das invasões, 1° - Destruir-los, 2° - Habitá-los e 3° - deixá-los com suas leis cobrando apenas impostos. Na verdade não existe meio seguro de conservar uma conquista que não seja com destruição. Caso quem conquiste uma cidade e não a destrua estará esperando para ser destruído por ela. Quando as cidades encontram-se acostumadas a viver sob a dinastia de um príncipe e esta é extinta, torna-se difícil um acordo para a escolha de um novo príncipe, pois os cidadãos não sabem viver em liberdade.
Capítulo VI – Dos principados novos que se conquistam pelas próprias armas e valor
Para um novo príncipe, a maior dificuldade no processo de conquista é a imposição de novos tributos e novas leis, pois a antiga legislação estava favorecendo alguma classe de indivíduos, enquanto a nova legislação não teve tempo de conquistar novos fiéis.
Capítulo VII – Dos principados novos que se conquistam com armas e a fortuna de outrem
Príncipes que conquistam reinos por meio da sorte ou do dinheiro, ou que lhes é dado o reino, rapidamente perdem o trono, porque na verdade eles estão sendo controlados por aqueles que o cederam ao trono.
Capítulo VIII – Dos que alcançaram o principado pelo crime
Estes não possuem nem virtude e nem sorte,se manter no poder será difícil pois não agradará os cidadãos...
Capítulo IX – Do Principado Civil
Quando um cidadão privado torna-se príncipe com o favor de seus cidadãos, podemos chamar de principado civil, ou seja, se ascende com o favor do povo ou com aquele dos grandes. Para assim se tornar príncipe não é preciso muita virtude ou muita fortuna.
O povo não quer ser mandado nem oprimido e isto é o que desejam os poderosos. É destes anseios que nascem três efeitos: ou o principado, ou liberdade, ou desordem.
 O principado é constituído pelo povo ou pelos grandes, quando os grandes não podem resistir ao povo começam a passar prestígio a um deles e o tornam príncipe para que possam a sua sombra governar. O povo quando não pode resistir aos poderosos volta à estima a um cidadão e o torna príncipe para estar sendo defendido pela autoridade dele.
 Aquele que chega ao principado com a ajuda dos grandes se mantém no poder com maiores dificuldades, pois tem muitos ao seu redor e por isso não poderá governar como quiser. Já aquele que conquistar o principado com o favor do povo não terá ninguém ao seu redor e a maioria dos cidadãos encontram-se prontos a obedecer. Outro fator é que sem injúria não se pode satisfazer aos grandes, ao contrário pode-se fazer bem ao povo, levando em consideração que o objetivo deste é mais honesto daquele dos poderosos, que querem oprimir enquanto aqueles apenas não querem ser oprimidos.
O pior que pode acontecer a um príncipe é ser abandonado pelo povo ou que este se volte contra ele. Alguém que se torne príncipe com o favor do povo, conservá-lo amigo torna-se fácil, visto que esse só não deseja ser oprimido. Por outro lado alguém que se torne príncipe em favor dos grandes e consequentemente contra o povo, deverá antes de tudo procurar ganhá-lo, o que se torna fácil se este lhes der proteção.
“… quem se apóia no povo firma-se na lama,…” esta frase se faz verdadeira quando um cidadão privado estabelece suas bases sobre o povo e imagina que o mesmo vá libertá-lo quando oprimido. Um príncipe deve encontrar uma maneira que faça com que os cidadãos sempre tenham necessidade do Estado e dele mesmo, sendo assim o povo sempre lhe será fiel.
Capítulo XII – Dos gêneros de milícias e dos soldados mercenários
Os principais fundamentos que os Estados, tanto os novos quanto os velhos e os mistos, possuem são as boas leis e as boas armas, e como não pode haver boas leis onde não existam boas armas e onde existam boas armas é preciso que existam boas leis, deixa-se de falar em leis para falar apenas em armas. As armas com que um príncipe defende seu Estado podem ser próprias ou mercenárias, auxiliares ou mistas. As mercenárias e as auxiliares são inúteis e perigosas, e se alguém apoia seu Estados nelas, jamais estará firme e seguro, pois elas são desunidas, ambiciosas, infiéis, indisciplinadas, galhardas entre amigos, vis entre inimigos, não temem a Deus e não possuem fé nos homens, tanto adia a ruína quanto se transfere o assalto. Na paz se é esfoliado por elas, na guerra pelos inimigos. Isso se deve ao fato de que elas não possuem outro amor nem outra razão que as mantenha em campo, a não ser um pouco de soldo, desejam muito ser teus soldados enquanto não há guerra.

Capítulo XVII – Da crueldade e da piedade e se é melhor ser amado ou temido
O príncipe deve ser temido e amado, mas como é difícil a unificação dos dois sentimentos, é melhor ser temido do que amado. O amor é alimentado pelo sentimento de dever, já o temor é regido pelo receio do castigo. Um príncipe amado por seu povo gera muitas expectativas e caso estas não sejam atendidas, e de forma breve, o príncipe passará a ser odiado. Um príncipe temido, por outro lado, é respeitado sendo que a única coisa que ele deve evitar é tornar-se odiado pelo povo.
Capítulo XVIII – De que forma os príncipes devem manter a palavra
Duas formas são as existentes neste caso: pelas leis e pela força. Quando a primeira não é o bastante, fazem-se o uso da segunda. Um príncipe prudente deve desfazer de sua palavra quando esta lhe apresenta riscos ou quando as causas que a determinam não estejam mais presentes. O príncipe não precisa de fato ter todas as virtudes (entre essa piedade, integridade, lealdade, humanidade e religião), porém deve agir como se as possuísse. Todos veem o que o príncipe aparenta, mas poucos sabem, sendo que estes nem ao menos ousariam contrariar a opinião da maioria. Deve ser lembrado que o que importa nas ações de todos os homens, em especial quando se tratando de príncipes, são os fins sendo que independente dos meios utilizados, estes devem ser sempre honrados e louvados.
Bônus : algumas características para agradar o povo,consiste em não ser efeminado ou “medroso”, não se pode permitir roubos e os cidadãos devem se sentir seguros, príncipes também não podem ser neutros e nem apoiar aqueles reinos que são maiores que os deles.